Incêndios em correia transportadora. Um dos maiores desastres nas operações de manuseio de materiais à granel

Incêndios em correias transportadoras são muito perigosos, especialmente porque as correias podem espalhar um incêndio por longas distâncias, pois o seu próprio movimento representa uma forma adicional de transferência do incêndio de um ponto para outro. Mais do que oferecer graves riscos aos trabalhadores, acidentes com chamas podem significar elevados custos e tempo para restabelecer a operação, pois os danos são praticamente irreparáveis conforme mostram as figuras 01 e 02.
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O fogo representa um perigo real em sistemas de correias transportadoras. A maioria dos materiais utilizados na fabricação das correias, tais como elastômeros (borracha), lonas têxteis, termoplásticos, tecidos sintéticos e etc são de fácil combustão, sendo que o elastômero é o material mais utilizado para fabricação das coberturas superior e inferior da correia transportadora, região que possui contato continuo com rolos, tambores, minério manuseado, raspadores e demais componentes do transportador. O elastômero pode ser visto na figura 03.

 

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Este material aquece com uso continuo devido à fricção durante a operação da correia transportadora, podendo gerar combustão quando expostos às fontes de calor inesperadas. Em casos raros, mesmo breves fagulhas ou descargas elétricas podem gerar acidentes quando, por exemplo, entram em contato com minérios de alta condutividade elétrica, como prata ou cobre transportados na correia transportadora. Outros materiais como o carvão, toras de madeiras, algodão e até mesmo o papel podem ter combustão espontânea e também representam riscos de acidentes com incêndios.

 

Processo de geração do fogo

O processo de geração do fogo pode ser entendido como uma reação química de combustão provocada por três elementos também chamados de “Triângulo do fogo” composto por calor, oxigênio (comburente) e combustível conforme figura 04.

 

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Trazendo estes elementos para a operação com correia transportadora, podemos dizer que o combustível é o elastômero presente nas coberturas das correias, o oxigênio que é o elemento ativador do fogo está presente com abundância no ar atmosférico e o elemento calor que geralmente é provocado pelo atrito de algum componente do transportador (na maioria dos casos rolos e tambores) com a correia transportadora.

O calor é o elemento que dá inicio ao fogo na forma de energia e também é responsável por sua propagação, sendo este o elemento que deve ser evitado pelos setores de manutenção e operação, pois quando se inicia a reação de combustão, a energia liberada sustenta a reação e permite que ela continue até que algum elemento do triângulo do fogo seja eliminado.

 

Como evitar incêndios em correia transportadora

Para evitar acidentes com incêndio em correia transportadora, pode-se trabalhar nos elementos combustível e principalmente no calor, sendo que o oxigênio (comburente) é impossível eliminar devido ser um elemento que compõe o ar atmosférico. A seguir é demonstrado um detalhamento sobre os elementos combustível e calor.

Combustível

Para o combustível que no caso são os elastômeros (borracha presente nas coberturas da correia transportadora) podem ser especificados com aditivos químicos para retardar ou auto extinguir as chamas, porém estes aditivos não tornam o material incombustível. No caso de um incêndio real, a ação continua do fogo sobre o elastômero pode eliminar a ação desses aditivos. Outra opção é utilizar elastômeros com resistência para altas temperaturas como, por exemplo, até 350°C. Estas opções não eliminam as chances de ocorrer incêndio, apenas reduzem a probabilidade de ocorrência e pode minimizar os danos.

Calor

De acordo com a Zurich (2012) as investigações provam que, na maioria dos eventos, a causa do fogo não é o material já em ignição que está sendo carregado e transportado pelas correias como pode originalmente imaginar, mas sim, a calor gerado por fricção (atrito) principalmente entre (rolos e tambores) que transferem este calor para a correia. O incêndio é intensificado se o material transportado também é combustível. Para evitar o calor no processo de operação com correia transportadora, é necessária atenção maior do setor operacional nos seguintes pontos:

Bloqueio da correia transportadora: Quando a correia transportadora tem o movimento interrompido e o tambor continua girando, o calor gerado pelo atrito pode incendiar a correia.

Bloqueio de tambores: Similar ao bloqueio da correia transportadora, com exceção de que o tambor permanece estacionário enquanto que a correia continua a se mover, na área operacional este evento é conhecido como “patinar”. O calor gerado pelo atrito decorrente pode incendiar o elastômero (borracha) da correia caso esta não possua componentes retardantes às chamas. Embora este deslizamento seja menos crítico que sua parada completa, também pode gerar calor suficiente para iniciar a ignição da correia.

Rolos travados: O calor gerado pelo atrito de rolos travados também pode dar início a um incêndio em correias transportadoras. Rolos revestidos de borracha presentes nas regiões de carregamento são mais propícios para iniciar incêndios. Geralmente os rolos travam em função do final da vida útil dos seus rolamentos ou por contaminação de agentes externos (sujeira) que prejudicam a lubrificação e provocam o travamento. Na figura 05 pode ser visto o aquecimento de um rolo travado em atrito com a correia transportadora, chegando a temperatura de 117 °C.

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Desalinhamento de correia transportadora: Quando a correia transportadora opera com desalinhamento, pode provocar forte atrito com a estrutura do transportador e superaquecimento proporcionando fonte de calor conforme mostra a figura 06, chegando a temperatura de 204°C.

 

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Material manuseado: Alimentação da correia transportadora com material em ignição ou material com características de combustão espontânea como pode ser visto na figura 07.

 

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Eletricidade Estática: Cargas estáticas são geradas durante a movimentação da correia transportadora. Se os componentes com os quais a correia tem contato não possuírem características anti-estáticas, há a possibilidade de que seja gerada uma carga estática suficiente para resultar em centelhas. Atualmente, a maioria das correias de elastômero (borracha) apresenta compostos químicos que não permitem um acúmulo de cargas estáticas. Entretanto, outros componentes não metálicos podem ser fontes geradoras de centelhas. A produção de centelhas por cargas estáticas normalmente não é um problema, a menos que o ambiente em que a correia opera ou a carga transportada sejam passíveis de ignição.

Trabalho a quente: Serviços de manutenção que requerem uso de fogo através de solda, corte, esmerilhamento e etc, tais como corte de chapas de revestimento e parafusos em chutes de alimentação visto na figura 08.

 

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Vegetação próxima à correia transportadora: A vegetação ao longo das correias transportadoras, principalmente durante os períodos de seca, representa exposição desnecessária, tendo em vista o risco de incêndio iniciado na vegetação e que pode facilmente se propagar para as correias transportadoras, visto na figura 09.

 

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Vandalismo: Incêndios criminosos provocados por seres humanos.

Prevenção – Ações mitigadoras

Operação com correia transportadora requer constantes monitoramento e manutenção, sendo:

  • Sempre realize inspeções periódicas e detalhadas nas correias transportadoras;
  • Dimensionar corretamente o composto de borracha das coberturas da correia transportadora para o material a ser manuseado;
  • Sempre substitua, o mais rápido possível, os rolos desgastados ou danificados / travados;
  • Sempre investigue o odor de borracha queimada proveniente das correias transportadoras;
  • Sempre elimine fontes potenciais de incêndio tais como rolamentos superaquecidos e desalinhamento das correias transportadoras com contato com a estrutura do transportador;
  • Sempre remova pós e outros materiais acumulados nos componentes das correias transportadoras;
  • Instalar sistema de detecção de incêndio através de fumaça / calor e fazer os intertravamentos entre o sistema de acionamento dos motores da correia transportadora com os sistemas de detecção e proteção;
  • Sempre sinalize claramente os locais da rede de hidrantes ao longo das correias transportadoras e certifique que os hidrantes estejam operacionais, limpos e que as mangueiras de incêndio estejam adequadamente enroladas.
  • Antes de autorizar a execução dos trabalhos a quente, o responsável pela atividade deve certificar-se de que as medidas preventivas necessárias foram aplicadas e que todas as proteções contra incêndio estão operacionais. Recomenda-se proteger a correia contra fagulhas e borras incandescentes.
  • Fazer a poda e o desmatamento da vegetação vizinha às correias transportadoras, a intervalos regulares.
  • Para evitar vandalismo, é necessário supervisionar toda a extensão da correia transportadora, além das operações de ronda, também se recomenda a instalação de câmeras de vídeo, ao longo delas.

Importante: Em caso real de incêndio, nunca interrompa o movimento da correia, o combate ao fogo deve ser realizado com a correia em movimento.

Uso de tecnologias

Também podem ser utilizadas as tecnologias para ajudarem a monitorar e prevenir acidentes com incêndios em correia transportadora. Podemos destacar algumas disponíveis no mercado:

  • Uso de cabos detectores lineares de calor por fibra optica que podem ser instalados nas proximidades de roletes e tambores. Esses cabos são interligados a um painel de controle que dispara um alarme e aciona os sistemas de extinção automática, além de interromper a movimentação da correia transportadora. Um exemplo de cabo é visto na figura 10.
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  • Proteção contra o “patinamento” (deslizamento da correia transportadora nos tambores) com uso de sensores de detecção de velocidade baixa no tambor motriz para automaticamente interromper o movimento da correia transportadora conforme figura 11.
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  • Uso de sensores em rolos para detectar vibrações, alta temperatura e vida útil de modo a fazer um monitoramento eficiente para evitar travamento deste componente conforme figura 12.
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  • Uso de pulverizadores de água para extinção de incêndios conforme norma NFPA 15 que consiste na descarga de água pulverizada fazendo o arrefecimento e reduzindo o teor de oxigênio presente no incêndio, conforme figura 13.
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Para finalizar o tema, um estudo realizado pelo Sr. Rickard Hansen da Universidade de Queensland em 2018 mostrou as causas mais comuns de incêndio em sistemas de transportadores de correia em uma mineradora de carvão na Austrália. São eles

  • Falha em rolamentos devido a ineficiência de lubrificação com excesso de graxa, isto porque a graxa em excesso pode provocar perda de resistência e desencadear superaquecimento – 22 casos.
  • Travamento de rolos e tambores – 21 casos.
  • Deslizamento da correia transportadora em rolos e tambores – 5 casos.
  • Metal superaquecido em contato com a correia transportadora – 04 casos;
  • Atrito da correia transportadora com material fugitivo (rochas) – 3 casos.
  • Transporte de carvão em ignição – 2 casos.

O gráfico a seguir mostra a distribuição dos eventos por componente do transportador de correia, com destaque para a correia transportadora com 14 casos.

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Matéria publicada no Linkedin de autoria do Engenheiro Willian Catstro.

endereço da publicação original:  https://www.linkedin.com/in/willian-castro-87502633/

Cuidados com correias transportadoras e roletes ou rolos transportadores

Para sua maior conservação, observe com atenção aos cuidados tanto com as correias quanto com os demais componentes aumentam a vida útil dos conjuntos. Os roletes precisam ser conservados sem sujeira e pó, lembrando-se sempre de verificar o funcionamento dos auto-alinhadores, assim como os rolos, substituindo-os sempre que necessário.

Os roletes devem estar perpendiculares em relação à linha de centro do transportador, limpos e girando livremente. Isso porque roletes travados, girando com dificuldade ou mais lentos que os outros causam desgaste irregular e desalinhamento da correia.

Desta forma, as rotinas de manutenção preventiva periódica nestes equipamentos para identificar o travamento dos rolos são fundamentais.

A vedação com guias laterais, utilização de raspadores e limpeza periódica são apenas algumas ações que impedem o travamento e o derramamento de material.

E, quando rolos fizerem ruído de atrito metálico, é provável que os rolamentos estejam sujos por material e com lubrificação comprometida. Nesta situação, recomenda-se a substituição imediata do rolo para evitar que ele trave.

No caso dos rolos revestidos com anéis de borracha, além da verificação de travamento, deve-se estar atento ao desgaste do revestimento.

Assim, o desgaste prematuro desta borracha é prevenido e o contato da correia diretamente com o tubo metálico dos rolos evitado.

A MAD MOURA atua com correias transportadoras padrão e com projetos de desenvolvimento sob medida. Entre em contato conosco e conheça mais sobre nossas soluções e diferenciais.

Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista sobe 0,5% em fevereiro

Sensor indica estabilidade para a atividade industrial no mês

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista de transformação subiu 0,5% em fevereiro em relação a janeiro deste ano, na série com ajuste sazonal. Já na série sem ajuste, o indicador apresentou avanço de 6,3% no mês e de 4,3% na comparação com fevereiro de 2018. No entanto, deve-se levar em consideração que o Carnaval deste ano aconteceu em março e, em 2018, no mês de fevereiro. A principal influência para o resultado do INA do mês, com ajuste sazonal, deveu-se pela variável total de vendas reais, que subiu 4,5%, seguida por horas trabalhadas na produção, que ficaram estáveis (0,0%) e do Nível de Utilização da Capacidade Instalada (0,3p.p). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, (28/3), pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Para José Ricardo Roriz, 2º vice-presidente da Fiesp e do Ciesp, um maior crescimento da atividade industrial paulista só deverá ocorrer com a aprovação da reforma da Previdência e também com ações paralelas que incentivem a criação de novos empregos como, por exemplo, nos setores de infraestrutura, agronegócio e óleo e gás. Ainda de acordo com o vice-presidente da Fiesp, as exportações também têm um papel relevante na geração de empregos. “O INA continuou a exibir baixo vigor em fevereiro. Para que haja melhora do ambiente de negócios é necessária a aprovação da reforma da Previdência e também ações que fomentem a geração de empregos não apenas na indústria, mas também no setor de infraestrutura, do agronegócio, óleo e gás”, avalia.

Sensor

A pesquisa Sensor de março, também produzida pelas entidades, marcou 50 pontos, ante os 49,7 pontos de fevereiro, na leitura com ajuste sazonal, indicando estabilidade da atividade industrial paulista para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas avançou 2,8 pontos, para 51,2 pontos em março. O indicador de estoques caiu 1,2 pontos ante fevereiro, marcando 46,6 pontos em março, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Para a variável que capta as condições de mercado, houve avanço de 1 ponto, passando a 50,3 pontos no mês de março. Acima dos 50,0 pontos indica expectativa de melhora das condições de mercado.

Para o indicador de emprego, houve alta 1,4 pontos em março para 50,4 pontos. Resultados acima dos 50 pontos indicam expectativa de admissão para o mês. O indicador de investimentos recuou 4,1 pontos, passando para 50,3 pontos.

Clique aqui para conferir a pesquisa. 

Confiança da Indústria atinge maior nível desde agosto, mostra FGV

Segunda alta do ano da confiança do empresário da indústria mostra que o setor começa a se afastar do fraco desempenho do segundo semestre de 2018.

O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 0,8 ponto de janeiro para fevereiro deste ano e chegou a 99 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Esse é o maior nível do indicador desde agosto do ano passado.

Segundo a FGV, essa segunda alta do ano da confiança do empresário da indústria mostra que o índice se aproxima dos 100 pontos e indica que o setor começa a se afastar do fraco desempenho do segundo semestre de 2018.

A confiança subiu em 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual, que mede a confiança do empresário no momento presente, avançou 1,8 ponto, para 98,8 pontos. A avaliação sobre o nível atual dos estoques subiu 4,7 pontos.

Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 0,3 ponto, para 99,2 pontos. A expectativa dos empresários em relação à evolução da situação dos negócios nos seis meses seguintes recuou 2,4 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada subiu 0,4 ponto percentual em fevereiro, para 74,7%, a primeira alta desde setembro de 2018.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/economia/confianca-da-industria-atinge-maior-nivel-desde-agosto-mostra-fgv/

Brasil conquista primeiro lugar na WorldSkills e ganha maior número de medalhas até hoje

A delegação brasileira está em festa com os resultados da 43ª edição da WorldSkills – a maior competição de ensino profissional do mundo. Os competidores, treinados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), bateram um recorde histórico ao conquistar 27 medalhas: 11 de ouro, 10 de prata e 6 de bronze, além de 18 certificados de excelência. No ranking de pontos totais, o time brasileiro ficou no lugar mais alto do pódio, seguido da Coreia do Sul, França, Japão e China Taipei. Este ranking soma a pontuação que os competidores de cada delegação obtiveram nos desafios. A premiação aconteceu em cerimônia neste domingo (16) no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Este é o melhor desempenho do Brasil desde que começou a participar da competição, em 1983. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, comemorou o feito inédito. “A educação profissional é o começo de uma carreira bem sucedida. Desperta o senso de responsabilidade e de comprometimento do jovem com o trabalho e transforma a realidade de um país”, afirmou Andrade.

Os 56 integrantes da delegação brasileira, a mais representativa participação do país, passaram por treinamento intenso. Durante um ano, foram necessárias 311 mil horas de preparação da equipe que contou com 189 técnicos brasileiros. Nesse período, os competidores também tiveram o apoio de 70 especialistas de 13 países, além de 21 empresas parceiras que contribuíram para incrementar os treinamentos.

Para o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, o resultado alcançado na WorldSkills demonstra o alto nível de excelência que temos em educação profissional. “Isso deve servir de incentivo para corrigirmos a matriz educacional brasileira, ampliando o acesso dos jovens ao ensino técnico. Só assim os jovens terão mais oportunidades de emprego e, ao mesmo tempo, as empresas ganharão em produtividade”, disse Lucchesi.

HISTÓRICO – Na última edição da WorldSkills, em Leipzig (Alemanha), há dois anos, o Brasil havia conquistado 12 medalhas (4 de ouro, 5 de prata e 3 de bronze), além de 15 certificados de excelência – concedidos a quem atinge a partir de 500 pontos no cumprimento dos desafios. Desta vez, o desempenho mais que dobrou, especialmente nas medalhas de ouro. Ao todo, a delegação brasileira somou 27 medalhas: 11 de ouro, 10 de prata e 6 de bronze, além de 18 certificados de excelência. Confira em quais ocupações o Brasil se destacou nessa edição da WorldSkills.

Medalhas de ouro: Aplicação de Revestimento Cerâmico, Caldeiraria, Desenho Mecânico em CAD, Instalações Elétricas Prediais, Joalheria, Polimecânica e Automação, Soldagem, Tecnologia Automotiva, Tecnologia da Moda, Tecnologia de Mídia Impressa, Web Design.

Medalhas de prata: Construção de Estruturas Metálicas, Construção em Alvenaria, Design Gráfico, Engenharia de Moldes para Polímeros, Escultura em Pedra, Marcenaria de Estruturas, Mecatrônica, Panificação, Redes de Cabeamento Estruturado, Tornearia a CNC.

Medalhas de bronze: Construção de Estruturas para Concreto, Eletrônica, Manufatura Integrada, Manutenção Industrial, Cozinha, Serviço de Restaurante.

Certificados de Excelência: Carpintaria de Telhados, Confeitaria, Eletricidade Industrial, Fresagem CNC, Funilaria Automotiva, Gestão de Sistemas de Redes TI, Instalações Hidráulicas e de Aquecimento, Jardinagem e Paisagismo, Movelaria, Modelagem de Protótipos, Pintura Automotiva, Pintura Decorativa, Refrigeração e Ar Condicionado, Robótica Móvel, Soluções e Software para Negócios, Vitrinismo, Cabeleireiro, Cuidados de Saúde e Apoio Social, Florista.

Font: http://www.portaldaindustria.com.br